terça-feira, 12 de junho de 2012

Construir Casa em Vez de Comprar Casa

Construir Casa em Vez de Comprar Casa



Para quem tem disponibilidade de tempo e paciência para todos os problemas burocráticos que irão surgir, construir casa é geralmente mais vantajoso do que comprar uma casa pronta para habitação.
Comprar Casa Pronta a Habitar

Não há nada mais agradável do que chegar a uma casa e poder comprar no momento, sem ter as chatices e os problemas durante todos os meses que antecedem a finalização da construção.

No entanto, estas facilidades pagam-se caras. Como é de calcular, os construtores que constroem as casas têm margens de lucro em praticamente todos os materiais e serviços. Se eles instalarem uma piscina que lhes custa cinco mil euros, a casa custará mais 10 ou 15 mil euros. É assim a lei do mercado de construção. Todo o controlo fica do lado do construtor.

Construir Casa

Na construção da casa, você terá as responsabilidades que entender em todos os pormenores. Pode ser você a negociar os materiais de construção, as loiças, os extras, os electrodomésticos, etc. Pode também deixar isso para o construtor, se tiver confiança para o fazer.
Em termos financeiros, comprar um terreno para construir a casa tem logo a vantagem do pagamento do IMT, já que incide apenas sobre o valor do terreno. A construção não paga este imposto. Regra geral, os impostos são mais baixos para a construção de casa do que para habitação.

Poupar Dinheiro na Escolha

Há câmaras municipais que têm benefícios para quem deseja construir ou comprar uma casa nos seus terrenos. Por isso informe-se bem antes de escolher o local exacto da sua futura casa.
Há quem isente o IMT, dê subsídios aos casais jovens, etc. Tem mesmo de se dirigir à câmara municipal ou ao site.
Em ambos os casos, deverá negociar agressivamente com os bancos para conseguir as menores taxas de juro. O processo é diferente consoante seja para construção ou compra.
Construir casa tem ainda a vantagem de poder fazer tudo à sua maneira, mas é apenas para pessoas que não se importam de passar mais de um ano em deslocações e problemas.

Como construir uma casa? O que é preciso?

Como construir uma casa? O que é preciso?


Estas são algumas questões que andam na cabeça de quem se vai iniciar no projecto de construção de uma casa. A informação encontra-se disponível no Portal do Cidadão, mas fica aqui um pequeno resumo:
O licenciamento para construção é obrigatório a construção de novos edifícos, para a reparação, demoliação ou alteração da topologia.
É esta instrumento que vai garantir entre outras coisas a construção de acordo com o Plano de Urbanização ou com o Plano Director Municipal.
O processo de licenciamento inicia-se com o Projecto de Arquitectura. Este dossier, inclui documentos como a Memória descritiva, as Plantas, os Cortes, Alçadas e pormenores de execução. Outros documentos podem ser anexados ao projecto de arquitectura, tal como a planta 3D ou a descrição detalhada de áreas...

Após a aprovação do Projecto de Arquitectura, devem ser entregues os projectos de especialidades, que contêm coisas como o estudo de estabilidade, alimentação e distribuição eléctrica, instalação de gás, redes interiores de água e esgotos, isolamento térmico, chaminés, exaustão de fumos/gases, ascensores, instalações telefónicas, entre outros...
De seguida, cabe à respectiva Câmara Municipal analisar e consultas as entidades que devam emitir pareceres, autorizações ou aprovações para cada um dos projectos.
Segundo a lei, após a entrega do projecto de especialidades ou recepção de pareceres, a Câmara dispõe de um prazo máximo de 30 dias para deliberar sobre o pedido de licenciamento.
Uma vez aprovado o pedido de licenciamento, é dado conhecimento da decisão ao requerente, que após pagar as taxas e demais quantias, deve requerer o respectivo Alvará de Licença de Construção que a Câmara Municipal deverá emitir no prazo de 30 dias...
Um aspecto importante é se a entidade administrativa não der resposta dentro dos prazos previstos na lei, o seu silêncio corresponde a um consentimento implícito, que se traduz na aprovação imediata do pedido. (Está algures na lei)
Após a obra executada, é necessário mais um Alvará... o Alvará de Licença de Utilização que comprova a conformidade depois da vistoria feita à obra.
Outro aspecto é a proibição de contrapartidas e/ou compensações, , que estão proibidas por parte do dono da obra e dos funcionários das Câmaras Municipais.
Construir casa por menos dinheiro



Construir casa por menos dinheiro

Negociar bem a taxa de juro, limitar as vistorias ao mínimo e construir rápido permite economizar várias centenas de euros no banco.



Viver numa moradia é o sonho de muitos, mas só alguns o concretizam. O preço proibitivo dos terrenos e da mão-de-obra é o principal entrave. Contudo, se está farto dos saltos altos da vizinha e decidido a apostar na construção da sua, comece por economizar no banco.
As taxas de juro do crédito para construir são idênticas às dos empréstimos para comprar casa. Para conseguir uma boa taxa anual efectiva (TAE), que inclui todos os encargos, faça simulações em vários bancos, em mais do que um balcão do mesmo banco e compare as propostas. Quanto menor a taxa, mais barato lhe fica o crédito. Negocie o spread ou margem de lucro do banco, mas faça contas às comissões bancárias, custo das vistorias, etc. A opção certa permite poupar dezenas de euros por mês.
Terreno e projecto obrigatórios
Nos créditos para terreno e construir, o banco tem em conta o valor do terreno e tudo o que nele venha a ser construído, como garantia de pagamento da dívida. Por isso, é mais fácil obter crédito se já tiver um projecto de arquitectura aprovado e licença de construção. Como desvantagem, fica com uma casa idealizada por outra pessoa. Se fizer questão de ter um espaço ao seu gosto, terá de comprá-lo com fundos próprios, esperar que alguém lho ofereça ou ter a sorte de recebê-lo em herança. Em função da sua taxa de esforço (peso da prestação nos encargos mensais do agregado), os bancos também podem exigir-lhe fiadores.
O capital é libertado de forma faseada, por tranches. Se, no dia da escritura, ainda não houver paredes, o banco entrega-lhe um montante que lhe permita começar as obras. Pode haver instituições que só libertem a primeira tranche quando já existe obra, o que implica avançar com algum capital próprio. O resto do dinheiro é entregue à medida que a obra avança, depois das vistorias.
Vistorias limitadas e obra rápida
As vistorias são feitas por um técnico do banco a pedido do cliente e pagas por este. Por isso, quanto menos pedir, melhor para o seu bolso. Para saber quantas serão necessárias, peça uma opinião ao empreiteiro ou ao banco.
Com a construção a avançar e o banco a libertar mais tranches, o montante sobre o qual incidem os juros sobe. Dado que, neste período, não há amortização da dívida, quanto mais tempo demorar a construir, mais juros terá de pagar. Para reduzi-los, construa o imóvel tão rápido quanto possível. A maioria das instituições dá dois anos para tratar dos papéis e erguer as paredes, após assinar o contrato. Se a obra atrasar, negoceie um alargamento do prazo.

Marcas testadas

  • Banco Best
  • Banco Bilbao Vizcaya Argentaria
  • Banco BPI
  • Banco Espírito Santo
  • Banco Popular
  • Banco Português de Negócios
  • Banif
  • Barclays Bank
  • Caixa Galicia
  • Caixa Galicia Net
  • Caixa Geral de Depósitos
  • DECO/Caixa Galicia
  • Deutsche Bank
  • Finibanco
  • Grupo Crédito Agrícola
  • Millennium bcp/ActivoBank7
  • Montepio Geral
  • Santander Totta

45 Dicas para construir uma casa mais sustentável


Projectos de Casas - Eco Vivenda
  • Locais pouco expostos ao vento, em particular aos ventos no Inverno
  • Locais com protecção natural contra o vento, como encostas ou conjuntos de árvores
  • Terrenos não sombreados por outros edifícios
  • Ruas com pouco trânsito automóvel
  • Locais com acesso a transportes públicos
  • Perto do local de trabalho, podendo assim poupar no uso do automóvel
  • Perto de comércio local
Integração no local
  • Utilizar pavimentação exterior que possibilite a fácil infiltração e drenagem da água
  • Manter os espaços verdes para permitir a evapotranspiração do solo
  • Evitar o uso de pavimentos betuminosos
  • Escolher plantas e árvores que se integrem no local
Desenho da casa
  • Orientar a casa com a fachada maior a Sul
  • As divisões com a maior utilização orientadas a Sul
  • As janelas sombreadas pelo exterior, a Sul e principalmente a Poente
  • Janelas pequenas viradas a Norte
  • Evitar grandes áreas de janelas
  • Uma boa iluminação natural em todas as divisões da casa
  • Janelas em paredes opostas da casa para permitirem ventilação transversal
Construção da casa
  • Prefira materiais de origem local, como pedras e outros
  • Materiais de origem reciclada
  • Materiais certificados ambientalmente
  • Materiais que possam ser renováveis
  • Não se esqueça que os materiais têm um tempo de vida limitado e que terão um dia de ser substituídos, opte por soluções de fácil renovação
  • Madeiras de origem certificada, geralmente com origem em florestas controladas
  • Isolamento térmico adequado à região, poderá consultar o valor no RCCTE
  • Caixilharias e vidro que promovam a redução da transmissão de calor e frio
  • Caixilharias que permitam ventilarem a casa facilmente
  • Isolamento junto ao solo com materiais que não apodreçam com a humidade
  • Cores claras na fachada e cobertura
  • Evitar tintas no interior que emitam COV’s (compostos orgânicos voláteis)
Equipamentos
  • Lâmpadas de baixo consumo
  • Candeeiros com regulação da intensidade de luz
  • Sensores de movimento em zonas comuns do prédio
  • Electrodomésticos de baixo consumo energético e de água
  • Aquecimento com equipamentos que utilizam materiais renováveis, como a madeira ou derivados da madeira (biomassa, pelletes)
  • Arrefecimento com ventoinhas de tecto e/ou equipamentos energeticamente eficientes
  • Torneiras em que possa ser regulada a quantidade do fluxo de água
  • Torneiras termostáticas, i.e. com escolha da temperatura desejada
  • Autoclismos com capacidade entre 4 a 6 litros
  • Cisternas para aproveitamento de águas pluviais para a rega dos espaços verdes
Energias renováveis
  • Colectores solares térmicos para aquecimento de águas
  • Colectores solares fotovoltaicos para micro-produção de electricidade
  • Míni-turbinas eólicas para micro-produção de electricidade
Resíduos
  • Contentores ou depósitos com separação de resíduos domésticos
  • Contentores com aproveitamento de resíduos orgânicos na produção de adubo para os espaços verdes
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  1. Construção Sustentável

Poupar para a reforma: onde investir

Poupar para a reforma: onde investir



Comece já a preparar a reforma. Há soluções para aplicar as poupanças e assegurar um melhor rendimento após abandonar a vida ativa.

Com maior ou menor risco, pode adequar o investimento em produtos financeiros, como seguros de capitalização, fundos de investimento e planos de poupança-reforma, entre outros, ao seu perfil e período de aplicação. Se tiver um património considerável, também pode aplicar no setor imobiliário ou em ações.
Quanto mais longo for o prazo, mais importante é a rentabilidade. Por exemplo, se poupar € 50 por mês a partir dos 40 anos, obtém um capital acima de € 25 mil aos 65 anos (considerando uma rentabilidade média de 4% ao ano). É preferível constituir uma poupança pouco a pouco do que adiar esta decisão. Consegue atingir uma poupança considerável a partir de quantias reduzidas.
Não aplique todos os montantes em produtos a longo prazo. Corre o risco de necessitar do capital. Ponha de parte algum dinheiro (no mínimo, o correspondente a 3 a 6 meses do orçamento familiar), disponível a qualquer momento, para fazer face a imprevistos. Aconselhamos depósitos a prazo.
Depósitos a prazo
A favor:

  • rendimentos relativamente interessantes nalguns bancos (taxas de juro variam de 0,08% a 3,14%, para depósitos a 12 meses);
  • capital garantido;
  • rendimentos periódicos (mensais, trimestrais, etc.) na conta à ordem;
  • disponíveis em todos os bancos.
Contra:

  • pode perder juros se levantar antes do prazo;
  • eventuais custos na conta à ordem associada.
Certificados de Aforro
A favor:
  • remuneração indexada à taxa Euribor;
  • prémio de permanência;
  • garantia do Estado;
  • facilidade de subscrição nas estações dos CTT;
  • sem custos.
Contra:

  • dinheiro indisponível nos primeiros 3 meses;
  • atual taxa de remuneração de base é reduzida e há depósitos a prazo com taxas superiores;
  • alterações à lei arrasaram a fórmula de cálculo do rendimento.
Fundos de tesouraria em euros
A favor:

  • levantamento em qualquer altura sem perda do rendimento acumulado (pré-aviso entre 1 a 3 dias).
Contra:

  • sem garantia de rendimento, nem de capital;
  • comissão de gestão elevada nalguns fundos;
  • em média, mau desempenho nos últimos anos.
Obrigações do Tesouro (OT)
A favor:
  • capital e rendimento garantidos se a OT for mantida até ao vencimento;
  • rendimentos anuais provenientes dos cupões;
  • há OT que permitem aplicar por períodos muito longos, até 12 anos.
Contra:

  • custos de transação em Bolsa;
  • mínimo recomendado de 2500 euros;
  • funcionamento pouco intuitivo;
  • possíveis perdas de capital, caso a venda ocorra antes da data de vencimento.
Fundos de obrigações euro (curto prazo)
O nome engana: estes fundos são adequados para aplicar entre 6 meses e 3 anos.
A favor:

  • levantamento com pré-aviso de poucos dias;
  • remuneração aproximada à taxa Euribor;
  • disponíveis em quase todos os bancos.
Contra:

  • sem garantia de rendimento, nem de capital;
  • possíveis comissões de resgate;
  • comissão de gestão elevada nalguns fundos;
  • em média, rentabilidades têm dececionado.
Obrigações de caixa (excluindo ICAE)
A favor:

  • capital garantido no final do prazo;
  • em regra, rendimento definido à partida ou evolui com a taxa Euribor.
Contra:

  • levantamento antecipado pode ser impossível ou implicar a perda de capital e/ou rendimento.
Instrumentos de captação de aforro estruturado (ICAE)
A favor:

  • em regra, capital garantido no final do prazo;
  • possibilidade de obter um rendimento superior ao dos depósitos a prazo.
Contra:

  • rendimento muito incerto e dependente de fórmulas complexas, pode não ganhar nada;
  • levantamento antecipado pode ser impossível ou implicar a perda de capital.
Fundos imobiliários
A favor:

  • rendimento potencial superior às taxas de curto prazo (Euribor);
  • possibilidade de investir em imóveis com pequenos montantes, desde 500 euros.
Contra:

  • sem garantia de rendimento, nem de capital;
  • custos superiores a outro tipo de fundos.
Certificados do Tesouro
A favor:

  • dívida emitida pelo Estado;
  • rendimento muito aproximado das OT a 5 e 10 anos, consoante o prazo aplicado;
  • capital garantido em qualquer momento;
  • permite resgate antecipado, total ou parcial, nas datas anuais de pagamento de juros.
Contra:

  • para períodos inferiores a 5 anos, há depósitos a prazo mais rentáveis.
Fundos de obrigações (médio/longo prazo)
A favor:

  • montante mínimo reduzido, desde 500 euros;
  • carteira com alguma diversificação;
  • beneficiam da descida das taxas de longo prazo e/ou ganhos cambiais.
Contra:

  • risco baixo a médio baixo;
  • sem garantia de rendimento, nem de capital;
  • conveniente diversificar por fundos de várias categorias;
  • perda em caso de subida das taxas de juro de longo prazo e/ou variações cambiais desfavoráveis.
Fundos de ações
A favor:

  • montante mínimo reduzido, desde 500 euros;
  • carteira com alguma diversificação;
  • elevado potencial de valorização das Bolsas.
Contra:

  • risco médio a muito elevado;
  • sem garantia de rendimento, nem de capital;
  • imprescindível diversificar por fundos de várias categorias;
Carteira de fundos: a longo prazo, combine o investimento em fundos de ações e obrigações de taxa fixa, ou seja, constitua uma carteira de fundos. Consulte a estratégia de investimento. Para uma diversificação ideal, é aconselhável aplicar um mínimo de 10 mil euros.
Fundos mistos
A favor:

  • montante mínimo reduzido, desde 500 euros;
  • carteira diversificada;
  • potencial de valorização dos mercados de ações e obrigações.
Contra:

  • risco muito baixo a médio baixo;
  • sem garantia de rendimento, nem de capital;
  • gestão feita totalmente pela sociedade gestora.
Seguros sem capital garantido ("unit linked")
Apesar da designação, geralmente o capital não está garantido, pois são produtos com várias opções de investimento sob a forma de fundos. As vantagens e inconvenientes são semelhantes aos fundos de ações, obrigações ou mistos.
Seguros com capital garantido
A favor:

  • montante mínimo reduzido, desde 250 euros;
  • garantia de capital e, por vezes, com rendimento mínimo;
  • menos impostos sobre os rendimentos (17,2% e 8,6%, para prazos acima de 5 e 8 anos, respetivamente, em vez da habitual taxa de imposto de 21,5 por cento).
Contra:

  • comissões de subscrição e gestão elevadas;
  • penalizações por levantamento antecipado;
  • baixo potencial de valorização.
Ações (investimento direto)
A favor:

  • elevado potencial de valorização;
  • gestão direta pelo investidor.
Contra:

  • risco elevado;
  • sem garantia de rendimento, nem de capital;
  • mínimo recomendado de 20 mil euros;
  • acompanhamento permanente dos mercados.
Planos Poupança Reforma (PPR)
A favor:
  • carga fiscal mais reduzida no resgate.
Contra:

  • benefício fiscal das entregas muito difícil de obter, só para famílias com muito baixo rendimento;
  • comissões superiores a produtos financeiros semelhantes, nomeadamente na subscrição e entregas;
  • resgate sem penalização fiscal a partir dos 60 anos, entrada na reforma ou outros casos definidos na lei;
  • nos últimos 5 anos antes do vencimento, as entregas não têm benefício fiscal.
Certificados de reforma do Estado
A favor:
  • sem custos.
Contra:

  • reduzida liquidez. Não permitem resgate antecipado;
  • difícil obter o benefício fiscal;
  • carteira única para todos os investidores;
  • rendimento incerto;
  • sem capital garantido. 

Poupar na banca e seguros

Poupar na banca e seguros

Antes de avançar para um crédito, veja se o orçamento aguenta: o total das dívidas não deve ultrapassar 35% do rendimento mensal líquido.

Empréstimo da casa, carro e outros
Para a maioria dos portugueses, o crédito à habitação é a despesa mais pesada. Para baixar a prestação, tem duas vias: renegociar o spread com o banco ou pedir o alargamento do prazo. Esta última opção implica pagar mais juros até ao final do crédito. Caso tenha algum dinheiro de parte, a amortização parcial é a melhor estratégia. Use as nossas cartas-tipo.
Se tem outros empréstimos, pondere consolidar créditos. Em regra, como o crédito à habitação tem o prazo mais longo e a taxa de juro mais baixa, pode associar-lhe os restantes, como o do carro e móveis. A prestação única será inferior à soma das mensalidades anteriores e pode atingir uma redução de 50 por cento. Mas o volume total de juros sobe. Afinal, está a pagar o carro a 30 ou 40 anos. Paga ainda os custos com a amortização antecipada dos outros créditos, mas com limites.
Se precisa de crédito para comprar casa, avalie a situação financeira antes de avançar: o total das dívidas não deve ultrapassar 35% do rendimento mensal líquido. Nos cálculos, considere a subida das taxas de juro em 1 e 2 por cento. Convém ainda prever uma boa quantia como entrada.
Os bancos têm limitado as condições de acesso ao crédito. Além disso, propõem melhores taxas de juro para quem pede menos de 80% do valor do imóvel. Peça simulações em várias instituições, questione os custos iniciais (despesas de avaliação ou comissão de abertura) e preste atenção à TAE (taxa anual efetiva). Só este indicador permite comparar propostas para montantes e prazos idênticos com todos os encargos.

Fintar spreads elevados
  • Tente negociar o spread. Num crédito à habitação de € 100 mil, a 30 anos, Euribor a 6 meses (1,352%, média em Fevereiro de 2011), com spread 2%, baixar 0,5% corresponde a uma poupança de cerca de € 27 por mês, ou seja, € 326 por ano.
  • Visite o maior número possível de bancos, peça simulações e compare as condições para o mesmo cenário através da TAE.
  • Pondere contratar domiciliação de pagamentos, cartão de crédito ou outros produtos, desde que vantajosos. Compare a diferença entre a TAE e a TAER (taxa anual efetiva revista, que inclui os custos dos produtos de venda cruzada).
Seguro para a casa e automóvel
A lei exige um seguro para cobrir o risco de incêndio da habitação, no caso de viver em condomínio, e, para o carro, um seguro de responsabilidade civil com capital de € 3 250 000 para pagar danos a terceiros. Mas acautele outras situações que podem provocar danos graves, como sismos, inundações ou danos no veículo, não previstas nas coberturas obrigatórias.
O seguro multirriscos-habitação é um pouco mais caro do que o de incêndio, mas muito mais abrangente. Avalie os bens para obter uma indemnização justa quando ativar o seguro e veja a apólice mais vantajosa.
O seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel tem uma apólice uniforme, definida por lei. É comercializado pelas companhias com as mesmas condições. Já no seguro facultativo, a abrangência e utilidade das coberturas é variável. Veja se as condições do protocolo de seguro automóvel OK! teleseguros/DECO compensam face à concorrência no simulador.

Corte nas despesas
  • Confronte as condições da sua companhia com a concorrência. Consulte um mediador: regra geral, concedem descontos de 20% a 25% num pacote.
  • Contrate apenas as coberturas de que precisa.
  • Pague o prémio por inteiro: o fracionamento tem custos.
  • Se quer mudar de seguradora, terá de esperar pela data de renovação. Comunique-o 30 dias antes através de carta registada com aviso de receção (use os nossos modelos). Em alternativa, basta não pagar prémio e o contrato é automaticamente anulado. Peça o certificado de tarifação para apresentar na nova companhia.
  • Comunique as alterações à sua seguradora, como o condutor habitual, sobretudo se este tiver menos de 25 anos e/ou carta há menos de 2 anos, ou a instalação de extras que quer assegurar.

Poupar nas comunicações

Poupar nas comunicações

As tarifas triplas, com televisão, telefone e Net, ficam mais baratas do que os serviços em separado. Com o VoIP faz chamadas entre PCs sem custos adicionais.

Alguns conselhos antes de contratar um operador triple-play:
  • pondere a quantidade de canais, o uso que faz da Net e do telefone, pois a escolha de um perfil acima das suas necessidades pode ficar desnecessariamente mais caro;
  • verifique as operadoras na sua zona e compare preços. Nas nossas análises, as diferenças para alguns perfis ultrapassam os € 25 por mês;
  • se lhe propuserem promoções, estude as condições. Por vezes, os descontos só se aplicam às primeiras mensalidades. Informe-se sobre todos os custo, como instalação, ativação e caixa descodificadora (set top box);
  • pergunte se há contrato de fidelização e qual a duração. Atenção: se desistir antes do final do prazo, paga penalização. Por exemplo, se está a pensar mudar de casa.
Nas chamadas telefónicas para a rede fixa ou móvel, o VoIP pode ser interessante, sobretudo, para o estrangeiro: os preços são inferiores aos de roaming. Aquela tecnologia permite telefonar através da Net. Só precisa de um computador com acesso à banda larga. Saiba qual o fornecedor mais barato para si. Se tiver um telemóvel de terceira geração ou com Wi-Fi, também pode utilizar o VoIP. No segundo caso, ao ligar-se a uma rede sem fios em casa ou num hotspot gratuito, poupa no acesso à Net.
Telemóvel: poupe centenas de euros por ano
Trace o seu perfil em número de telefonemas por mês, redes, incluindo a fixa, duração e quantidade de sms e mms. Com estes dados, encontra o operador e a tarifa que melhor se adequa aos seus hábitos de comunicações no nosso simulador.

Dicas para acertar no tarifário
  • Um tarifário de grupo pode ficar mais barato se costuma ligar para um número restrito de contactos ou faz muitas chamadas para quem tem esses tarifários. 
  • Um plano pré-pago é mais adequado para a maioria dos utilizadores do que um pós-pago. O custo é inferior e permite maior controlo sobre os gastos. Também dispensa o contrato com o operador.
  • A maioria dos tarifários pré-pagos tem carregamentos obrigatórios, mas alguns permitem abastecer apenas quando precisar. Cuidado com os que alegam não ter carregamentos obrigatórios, pois podem praticar subtarifários, mediante carregamentos. E se não o fizer nos montantes e prazos fixados, perde o acesso aos preços mais baixos.
  • Se optar pelo pagamento por fatura e fizer um consumo mais intensivo de chamadas e mensagens, pode compensar um plano pós-pago.
  • Antes de comprar um telemóvel por um preço mais baixo através do sistema de pontos ou plano pós-pago, pense três vezes. O compromisso de permanência é de 18 a 24 meses.